sábado, 6 de julho de 2013

Cos"rock" "Fest"

Estes dias não tem ajudado tanto para eu escrever, mas vou atualizar algumas coisas hoje que já venho programando a algum tempo. A primeira delas (as próximas serão outros posts) diz respeito à retomada de um hábito antigo, mas com uma significância sempre presente, que é a ida aos eventos de anime. Na verdade fui meio sabotado no conceito, pois não fui a um evento de Rock, com o nome sugeria. O nome do evento é Cosrock Fest (Cos = Cosplay / Rock... meio óbvio / Fest = no contexto do Rock, Cerveja). Bem, tinha alguns cosplayers, mas como não considero emo um tipo de rock, consequentemente também não considero uma única banda tocando para uma grande quantidade de adolescentes que impedem a venda de cerveja uma "Fest", foi meio decepcionante, no início. Mas a parte mais intrigante é que o melhor foi a apresentação do Teatro Cosplay, muito bem produzidos... deviam ter dado outro nome para o evento.

Anyway, a experiência é interessante de ver tudo aquilo de novo, depois de muito tempo com muitas obrigações, muitas mudanças, é aonde eu me sinto mais à vontade na sociedade. Gosto muito de eventos de Rock... é legal, mas nem sempre as pessoas tornam o ambiente compartilhado, vejo como algo mais solitário, as pessoas são mais inacessíveis e frias, para mim. Eu gosto dos braços levantados e dos olhos fechados num sorriso aberto ao estremo nos rostos das pessoas, sendo elas mesmo, sendo nerds mesmo. A incompreensão é profunda em todo ser humano, a diferença é que se reconhecer numa homenagem a um personagem é curioso do mesmo modo como pessoas muito tímidas saem vestidos com fantasias, sem ser em época de carnaval, nas ruas, sem se importar uma gota com as pessoas, banhados em um orgulhos muito próprio e independente. Esse paradoxo encaixa em minha vista do mundo. Representa para mim a recusa da convencionalidade até aos mais deslocados socialmente, reconhecidos em sua particularidades e compreendidos, mesmo que por um breve momento de liberdade das imposições costumeiras.

O hábito de frequentar esses eventos e reconhecer à mim mesmo como parte descolada do universo que exalta a cultura oriental, não vai cessar tão breve, se cessar... A cogitação do orgulho, respeito, dedicação, fidelidade, amor, força, integridade, felicidade, alegria, confidencialidade, entrega e todos dos mais valiosos valores repassados nos animes e mangás, nas atitudes mais enérgicas e firmes que os personagens costumam apresentar, sempre terá relação direta com a minha maneira de ver e desejar o mundo. O meu, pelo menos.

sábado, 8 de junho de 2013

Realidade, reflexão, ação...

Há uma coisa muito interessante nas mudanças. Nas conscientes: me colocam em rotas de ação e me movem para, seja qual for a direção, de forma explícita e influente. Nas inconscientes: elas me deixam levar e vão tornando-me um mártir constante de mim mesmo no cotidiano corriqueiro. A simples reflexão já me deixou evidente que passei por maus bocados este último mês. E então, finalmente, pude ir voltando a ser eu mesmo.

Quando eu comecei a perceber que eu estava navegando para fora da minha realidade, já era tarde demais. Mas com um grande mentor, tudo se expões de melhor vista. E um banho de água fria pode ser usado para você ou para o mundo. Quando são acusadas as suas falhas, agressiva ou passivamente, eu acredito que há duas formas de se posicionar: ou você reconhece, muda, aprende, reflete, e pode vir a criar uma versão nova e muito melhorada de você mesmo, buscando novas maneiras aprimoradas de se fazer o que já faz, se concluir que realmente a outra pessoa tem razão; ou joga culpa em alguma coisa / alguém, julga a tal, expõe todos os problemas da situação em si (que muitas vezes são reflexos de atitudes mal tomadas), xinga, esperneia, bate na mesa, sai correndo e chora de noite dizendo para si mesmo que ninguém te compreende. Só tenho a agradecer por meu estilo de viver me condicionar a reflexão quando isso acontece... e conseguir amar todo mundo!

Modigliani, pintor boêmio de meados do início do século XX em Paris, entra num bar de artistas da cidade, onde está Picasso, um artista conservador e robusto. Logo que chega de maneira suave, com o flerte à situação estampada no rosto, sua presença é notada e se dirige a Picasso, sentando em seu colo e lhe dando um beijo no rosto enquanto pergunta para o moço que já estava com raiva nos olhos:

- Me diga Picasso, como se consegue fazer amor com um cubo?

Este já enfurecido, se levanta para derrubar Modigliani, quando é segurado pelos colegas do bar.

- Modigliani, por que você me odeia tanto?
- Picasso, eu te amo! É à mim quem eu odeio.

Boas Leituras

Hoje retomo algumas das atividades que não deveriam ter sido cessadas. E implemento novas formas de me relacionar comigo mesmo. Esse blog servirá para que eu possa retratar um pouco da experiência de minhas atividades artísticas, profissionais, reflexivas e descobertas afins. O que me salta na música, como gaitista (acho a palavra gaiteiro horrível); No teatro, como ator; Na literatura, com poemas aqui e ali. No trabalho, com teatro para desenvolvimento humano. Etc.

 A necessidade é muito mais egoísta, digamos assim, à de compartilhar. Se posso escrever para me encontrar comigo mesmo e assim alguém puder se valer das minhas experiências, melhor, portanto menos egoísta, eu acredito.

Na verdade, muito de minhas atividades hoje são voltadas ao desenvolvimento das pessoas e porque não partilhar de minha experiência pessoal para isso. Aqui também não vou compartilhar maneira certas de se fazerem as coisas porque não acredito que haja e também seria muito chato se fosse possível padronizar as pessoas nessa forma certa. Os métodos existem para facilitar, mas não para tornar rígida, a sua relação com o mundo. Portanto, aqui vai simplesmente o relato de minhas experiências meramente pessoais e como obtive êxitos e fracasso seguindo caminhos que levem para a boa e a má sorte (sorte como convenção de destino, apenas).

Então lhes desejo boas vindas. Seria, para mim, satisfatório responder a comentários para poder ampliar ainda mais a visão sobre as determinas situações.

Bem... boas leituras.